quinta-feira, 23 de janeiro de 2014


Em dois anos, 75% da população será de classe média, prevê Itaú

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Ricardo Villela Marino, executivo-chefe para América Latina do Itaú Unibanco, tocou música para os ouvidos do público de Davos, ao anunciar que 75% dos brasileiros estarão na classe média de hoje até 2016.
Classe média significa consumo, que significa bons negócios, e bons negócios são o que mais perseguem os executivos que compõem a principal clientela do encontro anual na cidade suíça.
Mas classe média numerosa tem uma vantagem adicional, política: "Uma classe média que se sinta parte da economia contribui para a estabilidade política", diz Rob Davies, ministro do Comércio e Indústria da África do Sul.
Um segundo efeito político foi apontado por Villela Marino, mas este é no mínimo polêmico: "Quando os pobres sobem para a classe média, o voto não está mais atado a benefícios sociais".
No Brasil, pelo menos, há inúmeros pesquisas que mostram que programas de inclusão social atam, sim, o voto aos governantes que os introduzem ou ampliam.
Por essas e outras razões, o tema classe média permeou duas das sessões de ontem do Fórum Econômico Mundial.
A previsão do executivo do Itaú impressiona ainda mais se somada aos dados que esgrimiu, depois, o ministro de Assuntos Estratégicos, Marcelo Neri: de 2003 a 2013, 54 milhões de brasileiros subiram para as classes A, B e C.
Se a nova classe média fosse um país, seria o 23º mais populoso, à frente da Espanha, compara Neri.
Como já havia 67 milhões na classe média, pelas contas do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), tem-se que o Brasil está hoje com 121 milhões de pessoas -ou dois terços da população- na classe média.
Se a previsão de Marinho se confirmar, seriam 39 milhões de uma novíssima classe média, até chegar, portanto, aos 75% da população.
Pelos critérios da Secretaria de Assuntos Estratégicos, fazem parte da classe média (classe C) famílias com renda per capita de R$ 291 a R$ 1.019.
ARMADILHAS
O aumento da classe média, fenômeno mundial, mas particularmente forte na região da Ásia Pacífico, não traz apenas flores, constataram os debatedores.
Para Enrique García, presidente da Corporação Andina de Fomento (CAF), esse avanço pode provocar o que os economistas chamam de "armadilha da renda média". Traduzindo: os pobres têm um ganho de renda, mas estacionam no novo patamar e dele não conseguem sair.
Para essa armadilha, "o calcanhar de aquiles é a baixa qualidade da educação", diz o executivo da CAF.
Uma segunda questão é o pipocar de manifestações em inúmeras partes do mundo, em geral tendo como eixo a classe média (nova ou antiga).
Maurício Macri, prefeito de Buenos Aires e único candidato presidencial assumido para 2015, cunhou uma bela frase de efeito para se referir aos protestos: "Um pobre de hoje é rico em informação e milionário em expectativas". Logo, sai às ruas para cobrar dos governos.
Os debates não serviram, em todo o caso, para esclarecer o que, exatamente, é classe média. "É uma definição muito arbitrária", disse, por exemplo, o ex-presidente mexicano Ernesto Zedillo.
Neri preferiu brincar com uma antiga definição americana: classe média seria quem possui dois carros, dois cachorros e uma piscina.
Se é assim, a classe média dos EUA está minguando, disse Laura D'Andrea Tyson (Universidade da Califórnia, em Berkeley): "A classe média não se recuperou das grandes recessões".
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Comentários

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Spina (1209)

(07h07) há 1 hora Denunciar
Vamos distinguir as classes por patrimônios: miseráveis, pobres, classe média, milionários e bilionários. Classe média é o indivíduo que possui um patrimônio entre R$ 450 a R$ 1 milhão. Meu patrimônio é de R$ 320 mil, portanto, ainda sou pobre.
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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014


Marília, 22 de Janeiro de 2014 - 16:46
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Postado em 21/01/2014 às 01:00

Caim completa 70 anos e anuncia dois projetos

Ele também possui desde dezembro o programa “Nossa Terra, Nossa Gente”, na Rádio Dirceu

Categoria: Caderno B

SUCESSO - Caim completa 70 anos de idade com projetos musicais e programa no rádio - Eduardo Marques
BEATRIZ BARTHOLOMEU

Um dos ícones da música sertaneja de raiz, Sebastião da Silva, mais conhecido como Caim completou ontem (20), 70 anos de idade. Para comemorar a data, ele realizou no último domingo, um show no Espaço Cultura, denominado “Caim e Amigos”. Cerca de 400 pessoas prestigiaram o evento.
Caim começou a carreira aos 11 anos de idade formando a dupla Bolinha e Esmeralda, mas ficou famoso ao lado de Abel, falecido em 2011, com quem manteve parceria de 45 anos. Após a morte do amigo, Caim manteve carreira solo promovendo shows pelo país.
Agora aos 70 anos, ele anuncia dois projetos para este ano. Um deles é a participação especial na gravação do CD e DVD de César e Paulinho, intitulado “Alma Sertaneja II”, que será gravado nos dias 28 e 29 de janeiro, em Valinhos. O cantor sertanejo também gravará, em março, o CD “Caim e Amigos”, com os principais sucessos da dupla Abel e Caim.
“Completo 70 anos com vários projetos em andamento e vamos continuar trabalhando para divulgar a música sertaneja raiz. Vamos gravar o disco com os principais sucesso da dupla e vou contar com a participação de vários convidados especiais”, afirma Caim.
O músico que também é destaque no rádio voltou em dezembro com o programa “Nossa Terra, Nossa Gente”, na Rádio Dirceu AM. Ele já comandou o “Nossa Terra, Nossa Gente” no período de 1996 a 2006. Agora está no ar de segunda a sexta-feira, das 16h às 18h.
“Já tínhamos feito esse programa por 10 anos na Rádio Dirceu e agora estamos de volta. Estou muito contente em voltar para o rádio para atender os amantes da música sertaneja. Minha volta foi uma grande conquista e só tenho que comemorar este um mês do programa. Agora posso atender aqueles que admiram minha música e também meu trabalho no rádio”, destaca Caim.
CARREIRA
Caim nasceu em Monte Azul Paulista, no dia 20 de janeiro de 1944, mas aos 10 anos mudou para Vera Cruz e aos 11 anos de idade para Marília, quando deu início a dupla com sua irmã Esmeralda.
Após dois, três anos a dupla Bolinha e Esmeralda ganhou a participação do  acordeonista Periquito. Eles começaram na rádio Clube. Octávio Lignelli foi quem deu a primeira oportunidade. Até 1961 cantaram na cidade e região, depois a família foi para São Paulo. Mais dois anos de trabalho e se separaram, com o casamento da irmã.
Caim continuou com vários parceiros e em 1966 se encontrou com o primo José Vieira (Abel), de Itajobi, participaram do Festival na TV Cultura e Rádio Tupi, comandado por Geraldo Meireles, com aproximadamente 1.200 duplas; foram para a final e venceram.
O prêmio foi a gravação de um disco e participação em outro festival na Rádio Nacional/SP (hoje Rádio Globo). Defenderam a música “Natureza”, de Dino Franco e foi uma das cinco vencedoras dando inicio a dupla Abel e Caim. Eles gravaram discos entre 1967 e 2006, quando também realizaram muitos shows e apresentações em programas televisivos.
Caim já foi também vereador de Marília. Ele é casado há 40 anos com Rita Júlia, tem dois filhos Ricardo/Maria Isabel e Fabiana/Gustavo e os netos Enzo Henrique, 9, Sofia, 6 e Manoela, 1 mês. 

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